Resenha Crítica: Água para Elefantes

Apesar de ter sido lançado em 2009, o drama literário Água para Elefantes, de Sara Gruen, está agora, dois anos depois*, bombando entre os adolescentes, apesar de o conteúdo ser bastante adulto. O motivo, é claro, deve-se ao fato de Robert Pattinson ser o protagonista do roteiro adaptado para o cinema. De qualquer forma, a obra passa bem longe de ser uma mera historinha de jovens apaixonados. Está mais para uma lição, que ao mesmo tempo imprevisível, melancólica, envolvente e excitante, faz com que o leitor ora se sinta apaixonado pela vida, ora veja nela a pura injustiça do tempo.

Sinopse: Jacob é um quase veterinário que por pouco não se formou numa das mais renomadas universidades americanas, Universidade de Cornell. O garoto lindo, puro e inteligente de 23 anos, deixou as provas finais, que o tornariam um legítimo veterinário, depois que uma tragédia familiar o deixou incapacitado de viver sua vida normalmente. Na sua fuga destemida e desrumada, Jacob pulou para dentro de um trem que mudaria sua vida totalmente. Descobriu em poucos segundos, quando encontrou mais dois passageiros, que o trem levava toda a comitiva do circo Irmãos Benzini, O Maior Espetáculo da Terra. Algumas horas depois, Jacob já estava infiltrado no espetáculo, cuidando dos animais, e fazendo parte da "realeza" do grupo, já que um veterinário foi o que o dono do circo sempre sonhou em ter para que pudesse disputar por igual com seu maior concorrente, o circo dos irmãos Ringling.

Com sua visível força psicológica, Jacob enfrentou sem muito descontentamento, o jeito brutal de que foi tratado pelos seus colegas e patrões. Mas de tão amável, Jacob acabou conquistando a confiança de praticamente todos, inclusive de August, o tratador de animais, portador de um distúrbio psíquico, que num momento o deixava a pessoa mais doce do mundo, mas que diante de qualquer estresse se tornava descontrolado, agredindo qualquer um que cruzasse seu caminho. Casado com Marlena, um dos grandes espetáculos do circo, August tem consciência de que nada provocaria mais sua ira do que ver sua amada esposa nos braços de outro homem. E a mera desconfiança de uma traição de fato foi o clímax de toda a história, que deu ação ao drama e incrementou o romance entre Marlena e Jacob, que inicialmente não passava de olhares e palpitações cardíacas mais intensas ao se aproximarem.

Crítica: A obra é magnífica. Um tanto apelativa na minha opinião, vulgar demais, o que tirou um pouco do brilhantismo da história, mas o enredo de um modo geral é envolvente, criativo, dramático e com umas pitadas de comédia. Uma obra de arte de fato. O livro foi lido pelos membros do Clube do Livro de Tubarão. Além da obscenidade, não posso me queixar de nada. Acho emocionante os momentos da história que são intercalados por relatos de um Jacob velho, com seus 90 ou 93 anos, quando remexe no seu passado, e mostra claramente a mágoa que sente por ser velho e bastante desprezado pela família.

*Esta crítica foi escrita em 2011 neste endereço originalmente.

Minha Nota: 8,0

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