Resenha Crítica de Livro: Para Sempre (série Os Imortais)

Já mencionei em outro post que adquiri recentemente a coleção Os Imortais, aproveitando a baita promoção que o Submarino fez no Black Friday. Há rumores de que a série vai para os cinemas, então, para os fãs basta aguardar, porque, por enquanto, tal afirmativa carece de informações. A série é composta de seis volumes.

Sinopse: O primeiro volume, Para Sempre, narra a adolescência de Ever, uma linda garota que se esconde por baixo de moletons e capuz para esconder, não somente sua beleza, mas sua frustração por ter perdido seus pais e sua irmã em um acidente de carro, segundo ela, por sua própria culpa. E ainda mais, seus dons mediúnicos que a permitem ler pensamentos, e enxergar a aura das pessoas. Dons adquiridos depois do acidente, em uma espécie de choque pós-morte. Isso mesmo, porque Ever ficou a poucos passos de atravessar a "ponte" que a levaria para junto da família. Sozinha no mundo, Ever recebe a tutela de sua tia Sabine, uma mulher ricaça, mas solitária, que vive trabalhando e supre todas as necessidades materiais da sobrinha. Tendo como únicos amigos os "esquisitos", mas não sobrenaturais, Miles e Haven, e o espírito de sua irmã Riley, Ever se isola do mundo, fazendo todo o possível para ignorar seus dons e o mundo, até que conhece Damen, e sua vida passa a ter um novo sentido. Só que há algo muito estranho com Damen, que Ever não consegue entender, especialmente depois que acontecimentos inexplicáveis passam a fazer parte da realidade de Ever, e ela começa a achar que sua relação com ele é muito perigosa.

Crítica: Embora a autora do livro Alyson Noël faça algumas críticas implícitas sobre o quão manjada já está essa história de vampiros, a que ela criou não é tão nova, original e imprevisível como ela mesma acredita. É uma típica historinha de namoro de adolescentes, que supera qualquer amor existente no mundo e que tem uma rival no meio para atrapalhar. Embora ela tente fazer com que Ever seja mais madura, inteligente, incomum e anormalmente mais bela que seus colegas, a verdade é que o contexto já é bastante batido, e a menina é tão manhosa, carente e cheia de manias, como qualquer adolescente (sim, já fui assim também), ou qualquer outra história de amor juvenil. E para variar, o garotão é o grande protetor e responsável pela segurança da mocinha. E eles são os poucos seres no mundo capazes de se envolver com uma realidade sobrenatural. Apesar desses muitos clichês, o enredo é envolvente e muito bem escrito, especialmente da metade do livro para frente, quando começam a ocorrer algumas cenas de ação. O fim do primeiro volume, no entanto, foi bem meia-boca, e umas inclusões de lições de auto-ajuda deixaram a história bastante melosa. Creio que a autora poderia ter caprichado mais nas cenas de ação.

Minha Nota: 7,0

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