Resenha Crítica: Terra de Sombras (Série Os Imortais)

Estava analisando as datas em que os livros da série Os Imortais, de Alyson Noël, foram publicados e percebi que os seis volumes tiveram lançamento em 2010 (os três primeiros) e 2011 (os três últimos), o que, presumo, tenha feito a autora se desdobrar em duas para conseguir não sucumbir (exagerada) à pressão e escrever toda a história, deixando todo o romance de Damen e Ever apresentável à editora e ao público. Sou um pouco contra pressões, especialmente quando envolve a criatividade, porque quando elas ocorrem, a obra de arte quase sempre acaba apresentando falhas que saltam aos olhos do público. Claro que estou tendo um visão subjetiva. Não é só porque seja difícil para mim escrever três livros em um ano, que também o será para outras pessoas. Enfim... Vamos à sinopse de Terra de Sombras, o terceiro livro da série. Veja os posts sobre os volumes anteriores: Para Sempre e Lua Azul.

Sinopse: No volume anterior, Lua Azul, Ever toma uma péssima decisão ao acreditar na pessoa errada. Então, em Terra de Sombras, por conta dessa escolha, Ever acaba melando o romance entre ela e Damen, já que um feitiço de Roman acaba impedindo que Ever troque qualquer célula de seu corpo com Damen, sob a pena de seu namorado ser destruído na hora. Então, os dois não podem mais nem ficar de mãos dadas, porque se isso acontecer, Damen é imediatamente destruído. Em meio a esse novo infortúnio, e enquanto procura uma maneira de resolvê-lo, Ever conhece Jude, um rapaz por quem tem uma forte atração imediata. E esse rapaz pode ser a ajuda da qual tanto precisam Ever e Damen, já que ele conhece os poderes da magia muito bem, e passa a ensinar Ever a lidar com ela. Além de tudo isso, Damen leva Ever a conhecer Shadowland, o lugar mais terrível e tenebroso possível... o lugar para onde vão as almas dos imortais caso eles sejam destruídos. A partir daí, Ever leva ainda mais a sério o feitiço de Roman, e desesperada, passa a mexer com magia negra, ignorando qualquer alerta de outras pessoas. As gêmeas Romy e Rayne tornam-se "filhas adotivas" de Damen, já que, devido à péssima escolha de Ever no volume anterior, elas não podem voltar ao plano de Summerland. Roman faz de tudo para se divertir às custas da desgraça do casal, e faz muitas chantagens, inclusive força Ever a escolher entre não conseguir o antídoto que permitirá que ela e Damen finalmente fiquem juntos ou salvar a vida de uma pessoa que ama muito.

Crítica: Se eu realmente não fosse determinada a jamais parar nada pela metade, teria encerrado minha leitura da série exatamente aqui, porque até então, não consegui sentir nenhum prazer em ler a história da irresistível Ever. O que teria sido uma péssima escolha, já que o enredo melhora consideravelmente nos livros posteriores. Mas falando especificamente deste volume, preciso dizer que a protagonista é muito, mas muito irritante mesmo. Claro que desde o início, Ever mostrou ser muito imatura, mas foi nesta altura do campeonato que ela deixou transparecer de todas as formas que tem grandes habilidades em fazer as piores escolhas. Ela foi avisada por todos o quão insensatas estavam sendo suas decisões, o que de nada adiantou, porque, mesmo depois de ter confiado em Roman e ter praticamente destruído qualquer chance de ter sua vida normalizada ao lado de Damen, ainda assim, preferiu ignorar todos os conselhos das pessoas que tanto se preocupam com ela e a amam, e, mais uma vez, caiu na lábia do seu inimigo mortal, fazendo, no final do volume, a pior escolha possível. Fiquei imaginando se essa terrível falta de discernimento de Ever perduraria até o fim da história, mas tenho muita alegria em dizer que não. Mas deixo meus comentários sobre os livros posteriores para mais tarde.

Minha Nota: 5,0

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